
Veja mais sobre como é feita a tarifação da energia elétrica no Brasil e veja onde você pode economizar energia na sua casa ou empresa!
O que é tarifa de energia elétrica
A responsável pelas tarifas de energia elétrica no Brasil é a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para calcular as tarifas, a agência leva em consideração três principais custos: geração, transporte e encargos. A combinação desses fatores deve garantir o fornecimento de energia com qualidade a todos os consumidores. Além disso, as tarifas também precisam assegurar aos prestadores dos serviços receitas suficientes para cobrir seus custos operacionais. Ou seja, as tarifas de energia elétrica visam manter o equilíbrio econômico-financeiro para geradoras, distribuidoras e consumidores.
Como se calcula as tarifas de energia elétrica
Como mencionamos no tópico anterior, calculam-se as tarifas com base em custos relacionados à geração e transporte da energia e aos encargos setoriais.
A conta é simples: Energia gerada + Transporte de energia até o consumidor + Encargos setoriais.
Custos de geração
As usinas vendem energia elétrica para as distribuidoras por meio de leilões públicos. Portanto, é esse mecanismo que determina o valor da energia que irá compor a tarifa.
Em tempos de clima seco, as concessionárias de distribuição precisam comprar mais energia de fonte térmica, com custos médios maiores do que a geração hídrica. Assim, podemos afirmar que as condições climáticas influenciam na formação das tarifas no que diz respeito aos custos de energia elétrica.
Bandeiras tarifárias
Com o objetivo de ressarcir os custos de geração por fonte termelétrica e a exposição aos preços de liquidação no mercado de curto prazo, a CCEE criou um novo recurso em 2015: as bandeiras tarifárias. Elas indicam se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade naquele determinado período. O sistema possui três bandeiras: verde, amarela e vermelha. Assim como nos semáforos de trânsito, as cores sinalizam se as condições de geração estão mais ou menos favoráveis. Da mesma forma, as cores das bandeiras também apontam se o consumidor pagará mais caro ou mais barato pela energia na sua conta de luz.
Bandeira verde: é utilizada quando as condições de geração de energia são favoráveis. Logo, a tarifa não sofre nenhum acréscimo.
Bandeira amarela: é acionada quando as condições de geração de energia são menos favoráveis. Então, a tarifa sofre acréscimo de R$ 0,996 a cada 100 kWh.
Bandeiras vermelhas: acionam-se quando as condições de geração são mais custosas. Como resultado, a tarifa aumenta R$ 4,599 a cada 100 kWh no patamar 1. Já no patamar 2, o acréscimo é de R$ 7,571 a cada 100 kWh.
Ademais, existe também a bandeira de escassez hídrica, que é acionada em períodos muito secos. Atualmente, vigora no Brasil essa bandeira, desde agosto de 2021. Ela é a mais cara de todas, adicionando às faturas R$ 14,20 para cada 100 kWh de eletricidade consumidos.